quinta-feira, 1 de junho de 2017

Os Homossexuais e o Suicídio

Os Homossexuais e o Suicídio

Eu tive um primo distante que, aos vinte e poucos anos, deu um tiro no próprio peito porque seus parentes e amigos o chamavam de gay. Não o conheci pessoalmente e não sei (e nem mesmo sua própria mãe sabia) se ele era homossexual mesmo ou não, mas quando isso aconteceu, décadas atrás, era ainda muito mais difícil para alguém suportar a pressão e o preconceito por ser (ou parecer ser) homossexual, do que é atualmente. Mas mesmo nos dias atuais o preconceito continua existindo e, o que é mais difícil para quem tem atração por pessoas do mesmo sexo, a pressão maior vem dos próprios pais e parentes próximos! Alguns não suportam tal pressão e acabam se matando.

Uma pessoa se suicida a cada 40 segundos, em todo o mundo, por diversos motivos
Segundo um estudo da ONU(Organização das Nações Unidas), dados do ano de 2012 mostraram que mais de 800 mil pessoas cometeram suicídio naquele ano! Muito maior do que isso, porém, é o número dos que tentaram se matar sem conseguirem, conforme mostrou também este mesmo estudo.
E quais são os grupos de pessoas que mais cometem suicídio?
“...enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida. As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade.”
Outro dado alarmante é que o suicídio foi a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos!
Muitos suicídios podem ser evitados
De acordo com a OPAS/OMS,”os suicídios podem ser evitados” , mas infelizmente apenas poucos países no mundo tem políticas efetivas para tratar desse grave problema de saúde pública. Suicídio ainda é muito estigmatizado e existem muitos países que nem relatam para a ONU os números de óbitos por essa razão. ”O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam, disse a OPAS/OMS.
Suicídios de homossexuais (ou dos que parecem ser homossexuais) são ainda mais difíceis de serem relatados.
Jovens homossexuais e o suicídio
A Revista Galileu, em sua matéria “Jovens homossexuais têm mais tendência ao suicídio” diz que “Pesquisa norte-americana mostra que adolescentes gays são cinco vezes mais propensos a tentar suicídio do que os heterossexuais;”(e que o)”ambiente influencia”.
Foram feitas pesquisas, neste estudo citado na revista Galileu, na Universidade de Colúmbia, nos EUA, com 32.000 jovens, de forma anônima.
Batalha interior
O que todos nós precisamos lembrar é que ainda não existe consenso entre os especialistas sobre a causa da homossexualidade: há os que afirmam que é genético, portanto, as pessoas já nascem assim, e os que defendem que é um “comportamento adquirido”. Seja como for, ninguém tem o direito de discriminar outra pessoa seja por causa de sua orientação sexual, ou por sua raça e nem por sua religião ou partido político.
Infelizmente a intolerância e o extremismo em todas as suas vertentes parecem que estão aumentando e não diminuindo, a despeito de toda a evolução tecnológica pela qual o mundo está atravessando.
O perigo, quando somos intolerantes e discriminatórios, é ser a “gota d´água” que faltava e que poderá empurrar alguém, principalmente um jovem, que já travava uma terrível batalha interior com seus sentimentos afetivos por pessoas do mesmo sexo, a cometer suicídio. Pior ainda se for alguém de nossa família.
Podemos ter nossas convicções religiosas, mas são essas mesmas convicções religiosas que ensinam em sua Regra de Ouro a “amarmos nosso o próximo como a nós mesmos”. Se conseguirmos ter empatia e pensarmos que isso poderia acontecer conosco mesmos ou com alguém de nossa própria família, certamente seremos menos críticos e mais tolerantes.
Podemos não concordar com o comportamento de alguém, mas não temos o direito de discriminá-lo, assim como não gostaríamos de ser discriminados. 

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