terça-feira, 6 de junho de 2017

Arthur Stilwell: o milionário empreendedor que afirmava ser dirigido por espíritos

Arthur Stilwell: o milionário empreendedor que afirmava ser dirigido por espíritos

(Artigo de Luiz Higino Polito)

Conheça a história de Arthur Stilwell, um construtor de estradas de ferro que se tornou famoso (tem até uma cidade com seu nome: Port Arthur, Texas), que dizia ser guiado por vozes (as quais ele acreditava serem de espíritos) que lhe guiaram a vida inteira, lhe dizendo o que fazer.











Você acredita em espíritos? Acredita que é possível sermos guiados por inspirações vindas do Além em forma de vozes? Ou você acredita que é nosso próprio cérebro que produz o que chamamos de “fé” e que opera milagres, tais como curas de doenças incuráveis ou os acontecimentos que você vai ler agora sobre a vida de Arthur Stilwell? Leia e tire suas próprias conclusões...

“O mágico poder de sua mente” é o nome do livro de Walter M. Germain, onde li a história de Arthur Edward Stiwell pela primeira vez. O escritor do livro, Walter Germain, não acreditava que foram espíritos que guiaram Stiwell durante sua longa e bem-sucedida vida, mas sim o que Germain chamava de "Supraconsciente” (mais conhecido hoje como Subconsciente) que pode captar, entre outras coisas, as “percepções extra-sensoriais”, percepções essas que podem ser utilizadas por qualquer um de nós em nosso benefício, segundo o autor do livro.
Arthur Stiwell, porém, pensava de maneira bem diferente quanto às causas de seu enorme sucesso nos negócios e na vida pessoal: para ele, eram os “espíritos-guias” os responsáveis pelos seus extraordinários trabalhos”, nos conta Germain no seu livro sobre Arthur Stiwell.
Stiwell era ainda jovem quando começou a entrar em um tipo de transe, e neste estado, recebia instruções que ele afirmava virem do “mundo dos espíritos”. Germain conta no seu livro que Stiwell tinha 15 anos quando, num de seus transes, recebeu uma mensagem de seus “guias” de que conheceria e se casaria dentro de 4 anos, com uma mulher de nome Genevieve Wood. Pois bem, quando ele tinha 19 anos, conheceu mesmo uma moça exatamente com o nome de Genevieve Wood numa festa e, após breve namoro, se casaram.
Quando Stiwell morreu de apoplexia, aos 69 anos, sua aflita esposa se suicidou 13 dias depois– mas essa já é outra história.
Enquanto viveu, Arthur Stiwell construiu 41 companhias e mais de 2.300 quilômetros de estradas de ferro. Fundou também mais de 40 cidades.
De onde vinham suas ideias?
Stiwell acreditava que era guiado por inteligências superiores, preferia dormir num quarto sozinho e recebia muitas mensagens enquanto dormia. Relata-se que quando ele tinha problemas cuja solução desconhecia, Stiwell dormia com material de desenho numa mesa ao lado de sua cama e, quando se levantava, lembrava-se de tudo com clareza e desenhava os detalhes dos projetos no papel.
Numa ocasião, Stiwell foi aconselhado por seus “guias espirituais”, “... a construir uma ferrovia ligando Kansas City ao Golfo do México”, relata Germain, e a ferrovia terminaria em Galveston, Texas. Quando faltavam somente uns 70 quilômetros de trilhos para terminar a ferrovia, Stiwell teve uma visão num sonho onde a cidade de Galveston era coberta por uma onda gigantesca destruindo prédios e matando muita gente.
Alarmado com tal visão, Stiwell mudou o traçado final da ferrovia, para que ela terminasse num outro lugar, na cidade que agora tem o nome de Port Arthur. Poucos dias após a ferrovia ser inaugurada, um grande maremoto aconteceu na região da cidade de Galveston, que foi devastada pelas grandes ondas.
Teriam sido só coincidência? Essas histórias contadas no livro de Walter Germain teriam sido inventadas pelo próprio Stiwell, que também escreveu vários livros durante sua vida? Ou Stiwell foi mesmo guiado por inspirações espirituais, que o levaram a ser o grande empreendedor que ele foi?
Milagres da fé
Muitas pessoas acreditam em milagres, muitas outras não. Para a Parapsicologia, quase todos os milagres de que ouvimos falar, ou presenciamos, são frutos dos poderes extraordinários da própria mente humana. Visões espirituais, curas miraculosas, coincidências espantosas, premonições, salvamentos “impossíveis” - tantos são os relatos que ouvimos de outras pessoas ou vemos nos livros sobre essas coisas espantosas! Relatos e mais relatos de tantas pessoas de povos de todos os lugares do mundo nos impressionam a cada dia.
Milagres divinos ou da nossa própria mente?
Shakespeare disse que “há muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”.
A própria vida já é um imenso milagre, com suas incríveis “engrenagens”, tanto no micro como no macrocosmo. Quantas vezes nos impressionamos com a exuberância de um por do sol, ou nos comovemos com o primeiro sorriso de um pequeno bebê?
Eu acredito em milagres: milagres divinos e também em milagres da própria mente humana. Já fui descrente de tudo na minha adolescência, mas já há muito tempo creio em Deus. E foi Deus quem criou a mente humana como ela é, e a vida como ela é, portanto, só podiam mesmo ser “milagrosas” e espantosas como elas são.

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