terça-feira, 15 de março de 2016

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01-Polito e as crianças do  único Ramo de Fortaleza em julho 78

Diário de um Missionário Mórmon – Parte 5

A 1ª parte desta série você encontra aqui.
A 2ª parte desta série você encontra aqui.
A 3ª parte desta série você encontra aqui
A 4ª parte desta série você encontra aqui
Ainda em Fortaleza, Capital do Estado do Ceará, neste capítulo relato mais histórias interessantes de minha Missão.
Na missão a gente aprende não só muita coisa importante do Evangelho, mas adquirimos outras habilidades, e no meu Diário eu falo a respeito de uma habilidade que desenvolvi na missão e que até hoje é muito útil para mim. Com os outros missionários, aprendi vários truques simples de prestidigitação, usando a gravata, moedas e lenços, e com essas “mágicas” eu divertia muito as crianças:
Dia 8 de maio de 1978.”…eu tenho usado muito os truques de ilusionismo que aprendi, e isso tem me feito popular no Ramo (de Fortaleza)e fora dele. Por exemplo, a irmã R., que dá aulas numa classe de crianças, (…) fala tanto do “Titio” Polito que faz mágicas”, que está todo mundo querendo aprender a fazer tais truques! Eu até me assustei com a popularidade que estas brincadeiras simples e divertidas têm me proporcionado”.
Durante o decorrer de minha vida, depois da missão, nunca mais tive dificuldades com crianças, divertindo primeiro meus sobrinhos, depois meus filhos, e agora divirto meus netos, com os mesmos truques de “mágica” com que eu divertia as crianças na missão!
No dia 14 de Maio de 1978, num Domingo, escrevi a respeito do que mais alegra os missionários: batismos!
Hoje foi um dia muito especial na minha missão, pois nós tivemos batismos (de pessoas) que nós ensinamos.
Foram os batismos de Carlos Freire de Barros e Jaqueline F.de Barros, dois irmãos que moram na Cidade 2000.
Além desses “nossos” batismos, teve outro, dos outros Élderes, que foi o batismo da Nadyer Otávia Azevedo Maia.
Eu (que) dirigi a Reunião Batismal (…)e tive a honra de confirmar (como membro da Igreja) a Jaqueline.
17 de Maio de 1978. (…) Ontem à noite, o Carlos Freire e seu irmão e amigos vieram aqui em (nossa) casa e trouxeram uma travessa enorme com macarrão, que a mãe dele fez para nós . Jóia! O macarrão estava muito gostoso”.
Dias depois, em 22 de maio de 1978, tivemos uma excelente Conferência Missionária, com a visita do Elder Bangerter, além do Pres. Camargo, da Missão. Ficamos sabendo nesse dia que todo missionário brasileiro iria participar da dedicação do Templo de São Paulo (que ainda estava sendo construído). Isso nos alegrou muito!
O Elder Bangerter me falou na entrevista que ele fez comigo, também, que ele ouviu o Presidente Kimball falar que já recebeu muitas revelações.
Num outro registro do Diário, tem uma anotação que vou postar porque é muito emblemática, e mostra como os membros (muitos deles) nos ajudavam bastante na Obra Missionária. Esta citação é só um exemplo de muitas ajudas deste tipo de vários membros que tivemos em fortaleza:
25 de Maio de 1978. “Anteontem à noite, nós fomos na casa da Irmã Francisca (na Vila José Walter), e ensinamos uma turma de pessoas (umas 20 pessoas). Foi uma noite bem especial mesmo!
Vejam, agora, como é um missionário, em seu compromisso com as regras da missão: uma coisa que a gente mais gostava (enquanto estávamos na missão) era de receber cartas com notícias de nossas famílias. E eu recebi uma fita cassete que meu irmão me mandou. Se com cartas ficávamos tão felizes, imagina receber uma fita com gravações da família? Mas vejam o que escrevi:
Ontem (24.Maio.78-Quinta-Feira) recebi uma fita cassete de casa! São 60 minutos de gravações do pessoal de casa e da F. (minha então noiva, da qual recebi “cartão azul” mais à frente, na missão)
Só que eu só vou ouvir (a fita) na Segunda Feira que vem, pois isso é uma regra do Pres. Da Missão”.
Poucos dias depois, fui operado de uma sinusite crônica que eu tinha desde antes da missão, e passei alguns dias convalescendo, na casa do irmão Rubens e Irmã Elba, que me trataram muito bem.
O Elder Carlson foi transferido, e recebi como novo companheiro de missão um Elder de São Paulo, o Elder P., com quem eu ficaria o restante de minha estada em Fortaleza.
No dia 12 de Junho de 1978, eu registrei o batismo do Francisco de Assis Barbosa Moreira, na véspera, a quem eu também confirmei como membro da Igreja. Nós ensinamos algumas palestras, mas devido à minha operação, ele foi ensinado também pelos outros missionários. Ele foi uma referência dada pelo Fernando, filho da Irmã Francisca.
Agora vou contar uma experiência que aconteceu com o Elder P., que era meu companheiro missionário. (Não estou colocando o nome todo dele devido ao fato dele estar afastado da Igreja hoje, e talvez não queira ser identificado).
Mas isso que vou relatar aconteceu mesmo:
15 de Junho de 1978.(…)Segunda-Feira passada, aqui no nosso apartamento, aconteceu …(do) Elder P. estar conversando com o Elder Waddingham, quando sentiu o (seu)corpo ficar estranho e (Elder P.) sentiu que o seu espírito estava saindo do (seu) corpo! Na mesma hora, pediu uma bênção ao Elder Waddingham. Este último perguntou: “-Com óleo (consagrado), ou sem óleo?”. Elder P. disse depressa: “-De qualquer jeito!”
Então o Elder Waddingham o abençoou; só que não se lembra de nada do que disse na bênção! Mas lembra (e bem!) de que estava com o Espírito Santo tão fortemente junto de si (…)e com uma força tão grande dentro de si como nunca sentira! Ele relatou também que numa parte da bênção sentiu sob suas mãos (que estavam na cabeça do Elder P.) que alguma coisa fazia suas mãos subirem da cabeça dele- como se alguma coisa estivesse forçando!”
Elder P. ficou normal (depois da bênção), embora sentisse a presença de espíritos impuros no nosso apartamento.
Mais tarde (na mesma noite), nós – Elderes Waddingham, P., Cordeiro e Polito, nos ajoelhamos e o Elder Waddingham deu uma bênção na nossa casa, e pelo poder do Santo Sacerdócio, expulsou os espíritos impuros.”
Nos quatro meses que estive em Fortaleza, tivemos muitas experiências “diferentes” como a citada acima, e eu atribuo isso devido ao grande sucesso que estávamos tendo na obra missionária, e os poderes do Mal não estavam gostando nem um pouco disso…Muitas pessoas foram batizadas naqueles meses.
Vou terminando esse capítulo por aqui, só registrando que no dia 23 de Junho de 1978 os nossos líderes de Distrito, Elder Byron e Elder Vieira, foram nos treinar, em Fortaleza.
É por essas experiências de batismos, experiências espirituais fortes e grande aprendizado, que a missão é uma grande bênção na vida de todos os jovens!
 Luiz Polito

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