quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O Livro Mágico de Oratória (2ª Parte)

Falar em público
Se você quiser falar melhor, as técnicas deste livro antigo poderão ajudar bastante!
Veja a 1ª Parte neste link: O LIVRO MÁGICO DE ORATÓRIA (1ª Parte)
Na 1ª Parte desta série de artigos, eu escrevi que “dificilmente podemos escapar de sermos chamados, de vez em quando, a fazer um discurso”, na Igreja, ou também em outro local, como a escola ou no trabalho.
Quando isso acontece”, eu escrevi, é comum a pessoa “entrar em pânico, mas com simples conhecimentos que vamos ver agora e depois, poderemos nos sair bem nessas ocasiões, se tivermos em mente regras simples de oratória.”
Mas antes de prosseguirmos com as dicas do LMO (Livro Mágico de Oratória), tenho um alerta a fazer: isso que repeti acima, de muitas pessoas entrarem em pânico ao serem convidadas a dar um discurso, eu me referia a serem convidadas a discursarem 7 dias depois, ou 15 dias depois, ou mesmo 1 dia depois do convite.
Agora imaginem este cenário possível (e que realmente já aconteceu comigo): estou sentado tranquilamente assistindo os discursos da Reunião Sacramental, na Ala Bauru, e é hora do último discursante. O membro do Bispado levanta e anuncia assim o último orador: “Agora, o nosso irmão Luiz Higino Polito vai nos oferecer o último discurso”.
Isso aconteceu há muito tempo, quando se anunciava o último orador depois do último hino ser cantado. Esse discurso final é reservado para o orador principal e o discurso deve durar em média 15 minutos.
O detalhe é que o Bispado da época escolheu-me na Reunião de Bispado para fazer o último discurso, só que o Conselheiro responsável de me entregar o convite por escrito se esqueceu de fazê-lo, e eu fui pego de surpresa!
Fico imaginando o desastre que isso seria se eu fosse um membro novo ou se eu nunca tivesse feito um discurso na Igreja!
Felizmente, porém, eu já era um missionário retornado, já tinha sido membro do Sumo Conselho e feito muitos discursos em várias cidades.
Mesmo assim, foi um susto, mas eu me levantei e fui mentalmente preparando o que ia falar, enquanto caminhava até chegar ao púlpito.
Não falei que tinha sido chamado de surpresa, e falei de algum assunto que dominava. Felizmente, ninguém percebeu que eu tinha sido chamado de surpresa.
Por que eu contei essa experiência? Simplesmente porque isso pode acontecer com qualquer um de nós – espero que não na Igreja – mas pode acontecer no trabalho ou na escola .
Fica aqui, também, um alerta para que ninguém se esqueça de entregar a papeleta do convite de discurso.E que os responsáveis por alguma palestra ou reunião sempre chequem com os convidados a falar ANTES da reunião. Vejam se eles estão mesmo preparados para discursar, porque pode acontecer de alguém receber o convite e se esquecer de preparar.
O mesmo vale para quem vai fazer oração, ou participar de alguma outra forma.
Mas, para se prevenir de se ser pego de surpresa, o melhor mesmo é estar SEMPRE preparado, porque “… se estiverdes preparados, não temereis” (1)

Continuando, então, nosso estudo do LMO, vamos relembrar: na 1ª parte, disse que um bom discurso começa com uma boa INTRODUÇÃO.
Depois da Introdução, o LMO nos ensina que devemos dizer o assunto que vamos falar, anunciar o tema de nosso discurso. (A não ser em casos muito especiais, em que a surpresa quanto ao tema seja parte da ideia do discurso).
Depois de “quebrar o gelo” com uma Introdução, poderíamos dizer, por exemplo:
Nesta bonita manhã, vou conversar com vocês a respeito de um assunto de muito interesse para todos nós, que é o de SERMOS PONTUAIS”.
Aí então, se entra no CORPO do discurso propriamente dito, com histórias, Escrituras, citações importantes, etc (tudo relacionado ao mesmo tema!)
O LMO nos ajuda a pensar num discurso como se fosse uma pessoa: com cabeça, tronco e membros.
Nesse estudo, então, a parte da Introdução e de Anunciar o Tema de nosso discurso seriam a “cabeça” do discurso.
No próximo artigo, abordaremos com mais detalhes o Corpo do discurso, mas aqui ainda quero deixar algumas dicas do LMO, e também algumas dicas de minha própria experiência pessoal:
  1. Cada um tem um sistema de anotações. Quase todas as Autoridades Gerais, porém, que eu vi discursarem (não nas Conferências Gerais, que são um caso à parte), só usavam as Escrituras, não usavam nenhuma anotação. Como não podemos nos comparar a uma Autoridade Geral, em termos de preparação e Espírito, SEMPRE TRAGA UMA ANOTAÇÃO.
  1. Leia o mínimo possível, na hora do discurso. Leia bastante NA PREPARAÇÃO, mas na hora de falar, leia o mínimo possível, e olhe as pessoas nos olhos. Se não conseguir olhar para todos, de forma geral, fixe-se em algum parente ou amigo, que esteja lá no fundo da congregação, e fale como se fosse só para ele.
  1. Não mude a voz ao discursar, não grite, não diga Bom Dia!, não peça desculpas por estar nervoso (não fale isso porque isso aumentará seu nervosismo), não fique igual uma estátua e nem gesticule igual a um ventilador. Se não sabe o que fazer com as mãos, apoie-as no púlpito – mas não o quebre, segurando-o com uma força descomunal.
Na missão, certa vez, o meu primeiro companheiro, ao discursar num pequeno Ramo onde servíamos, se apoiou com força demais no púlpito, (o púlpito era daqueles da Primária, soltos) e ele caiu com o púlpito e tudo no chão. Felizmente, ninguém ficou ferido…
  1. Não fale também que não teve tempo de preparar bem o seu discurso. Pode até ser verdade, mas se você não preparou bem o seu discurso, não precisa falar, porque todos vão perceber rapidinho, mesmo que você não fale. Mas é melhor não falar isso.
Para terminar mais essa parte de nosso estudo, vou contar mais uma história verdadeira, que pode servir de alerta para todos nós:
Era mais uma Reunião Sacramental normal, e o Bispo da Ala Bauru chamou o orador, que subiu ao púlpito (só lembrando, nunca suba NO púlpito, pois ele pode se quebrar…).
Então o pobre irmão subiu ao púlpito com as Escrituras na mão. Chegando ao púlpito, ele começou a procurar alguma coisa mas não encontrava. Abriu as Escrituras, procurou no bolso da calça e nada! Para piorar um pouco, ele disse: -“Não estou achando meu improviso” .
E o tempo passando, e nada dele achar o “improviso”. O Bispo levanta e vai ajudar. Os Conselheiros do Bispado também vão ajudar. E o tempo passando. Para alegria e alívio de toda a congregação, que a essa altura já estava suando frio, finalmente o irmão achou o papel, e conseguiu proferir o discurso!
Então, antes de ir ao púlpito, cheque seus papéis, para ver se estão todos no lugar, e veja se as Escrituras que você vai usar estão marcadas com papel (para não levar dez minutos para achar a Escritura que você quer ler), respire bem fundo algumas vezes, tenha fé e você fará um bom discurso!
                                                      (Luiz Polito)

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