quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As Pessoas Mudam?

http://osmormons.com/as-pessoas-mudam/
Mudança
E NÓS, PODEMOS AJUDAR OS OUTROS A MUDAREM PARA MELHOR?
Muita gente não acredita que alguém possa mudar – mudar de verdade mesmo! – (para melhor). O Evangelho, porém, é enfático em garantir que as pessoas podem mudar.
A “prova” de que o Evangelho de Jesus Cristo prega que é possível as pessoas mudarem para melhor, é a própria Expiação: sob a condição de arrependimento (ou mudança de ato, atitude, hábito e caráter) o sofrimento do Salvador no Getsêmani será válido para nós. Sem arrependimento, ou mudança de nossa personalidade para melhor, ficaremos fora do alcance da Expiação neste aspecto – e perderemos as maiores bênçãos que são reservadas somente aos humildes.
Então, a verdade é que SE NÃO MUDARMOS PARA MELHOR, estaremos em maus lençóis.
A exortação do Mestre para que Sejamos “perfeitos, assim como (nosso) Pai celeste é perfeito” (1) é um claro convite e mandamento para que busquemos nos aperfeiçoar, e que busquemos nos transformar em uma pessoa justa e bondosa, cada dia procurando tirar de nós mesmos isso:
 o homem natural (carnal) (que) é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão e sê-lo-á para sempre; a não ser que ceda ao influxo do Santo Espírito e despoje-se do homem natural e torne-se santo pela expiação de Cristo, o Senhor; e torne-se como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai. (2)
Concluímos, portanto, que as pessoas realmente podem mudar para melhor (ou para pior).
Mas, uma pessoa só muda se ela mesma quiser, ou podemos ajudar as pessoas a mudarem para melhor?
Em primeiro lugar devemos lembrar que todos as pessoas têm o Arbítrio Moral (ou liberdade de escolha), conforme podemos ver no bom exemplo de Josué :
“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; …eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” ()
Uma vez que todos podem fazer escolhas de acordo com sua própria vontade (dentro de certos limites, claro, porque ninguém pode escolher sair voando sozinho e ir para Marte, por exemplo), ninguém deve forçar as outras pessoas a mudarem de comportamento.
Mas elas podem persuadir outras pessoas a mudarem para melhor (seja um cônjuge, um filho, um aluno, ou mesmo um estranho).
Só que infelizmente a grande maioria de nós não sabe fazer isso direito, e em vez de as pessoas aceitarem nossa persuasão, conseguimos fazer com que elas se tornem refratárias e fiquem cada vez mais longes do que sabemos que seria melhor para elas!
O que precisamos para ter sucesso nessa difícil empreitada? Tato? Sim. Bom senso? Certamente. Aguardar a hora certa para falar? Lógico.
Só que tem uma coisa que funciona melhor além de tudo isso. Uma coisa que funciona melhor usando com tudo isso citado acima (tato, bom senso, aguardar a hora certa para falar, etc), que é fazer com que a outra pessoa pense que a ideia é dela.
Para certo tipo de pessoa (provavelmente a maioria…) somente usando esse tipo de persuasão se pode conseguir com que outra pessoa mude para melhor.
Fazer com que a outra pessoa pense que a ideia é dela, ou “plantar” uma ideia (boa, por favor) na mente do outro é uma poderosíssima arma psicológica.
Não é uma arma nova e muito menos desconhecida dos fazedores de opinião, e nem dos poderes do Mal. Desde os primórdios da civilização isso vem sendo utilizado por pessoas inteligentes – e também pelas espertas.
COMO FAZER ISSO?
Não existe fórmula mágica para se fazer isso, e uma técnica que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra, porque cada um de nós é um indivíduo, único e diferente de todos os outros seres humanos.
A psicologia é uma ferramenta (muito suave e segura), e certamente um conhecimento de psicologia faria bem a qualquer pessoa que queira ajudar alguém a se tornar uma melhor pessoa.
Existem muitas outras técnicas de convencimento que cada um pode buscar aprender, além da psicologia.
Hoje em dia, com tanta facilidade que existe para se adquirir conhecimento, com a internet, somente quem não tem boa vontade não aprende as coisas que precisa para atingir seus mais nobres objetivos.
De alguma maneira, com a intenção correta, o importante é aprendermos a ajudar os outros, fazendo-os pensarem que o que eles precisam mudar é ideia deles.
Outras coisas, tais como oração e jejum, podem ajudar muito! São meios de se obter revelação pessoal, e uma revelação do Espírito pode ensinar mais do que muitos bons livros. Melhor ainda se se juntar a leitura de muitos bons livros e as Escrituras, com a oração e a meditação. O aprendizado será exponencialmente maior.
O mais importante a lembrar, ao tentar ajudar alguém a mudar, é a caridade (ou puro amor de Cristo):
A caridade é longânima, é benigna, a caridade não é invejosa, não se jacta, não se ensoberbece,
não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal,
não se regozija com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
A caridade jamais se acaba…” 
(4)


                                                                                 (Luiz Polito)

Referências Citadas:
1- Mateus 5:48
2. Mosias 3:19 (Livro de Mórmon)
3. Josué 14:15
4. 1 Coríntios 13:4-8

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